
Outono de tristeza em mais um dia
tecido em teares de desalento
nenhuma manta aquece esta noite fria
nem a dor voa nas folhas que leva o vento.
Somos no mundo argadilho à roda
até se deter na finitude humana
a vida traz morte e bate à porta
vem no dia certo, nunca se engana.
Chega às vezes tão repentina
não entendemos como foi acontecer,
revolta não saber adivinhar tal sina
para abraçar e não deixar nada por dizer.
Foi assim com a "nossa" Maria Sarilha.
Pequena estatura, grandioso coração,
olhar luminoso que já no céu brilha
calou a voz partiu em peregrinação.
O sorriso rasgado e a sua generosidade
são a ínfima parte do que nos ensinou
em amor, partilha e fraternidade
vida que à família e ao próximo doou.
Ficamos hoje muito mais pobres
na perda para o mundo de alguém amado
guardemos da Titi memórias tão nobres
o mais rico e imortal legado.
🙏
Em Memória e Homenagem de Maria Ramos Silva Diogo
"Maria Sarilha"
💗
MM
Novembro 2025
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