Que sabemos nós de quem
Traz no olhar o seu mundo
Sem esperança é refém
Vida suspensa cada segundo.
Que sabemos nós das dores
Trespassadas nesse olhar
Nos caminhos de amargores
De sonhos por realizar.
Que sabemos nós da solidão
Carregada noite e dia
Na alma e no coração
E numa casa vazia.
Hoje o silêncio é pesado
O tempo já se esgotou
Ficam memórias do passado
Guardadas por quem o amou.
A paz almejada, enfim, vem
O céu é destino e redenção
Abrem-se os braços da mãe
Colo de amor e proteção.
Em homenagem e memória de
Carlos da Silva Lopes
🙏
MM
Agosto 2026

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