Terminou agosto, o grande mês das férias, já não há passos a correr na calçada, nem mergulhos na água que nunca se sente gelada.
É agora mais audível o leve soprar do vento, o murmúrio da água que na levada corre já muito pouco e das vozes mais distantes que soam a despedida.
Foi-se a algazarra de pequenos e graúdos sentida pelos quatro cantos da aldeia e de forma particular aqui, na zona balnear.
No início do verão os caminhos vão-se "povoando" lentamente de gente que chega e daquele bulício bom feito de férias e lazer.
Antes do fim de agosto começa a debandada e ficamos já sem mãos que apanhem as uvas, que de resto também são cada vez menos. O mesmo acontece com o milho que espera ainda mais uns dias de quente sol.
O verão ainda não chegou ao fim,
mas é quase isso que parece acontecer quando todos partem, os sons dos risos
felizes se aquietam e sobra o silêncio dos dias que vão decrescendo. É o outono
a caminhar em passos largos e, se olharmos bem, já espreita lá ao fundo...
Fotos: Marta Ferreira Ferreira





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