Meu querido mês de agosto
Deixa o Sol poisar na Eira
Que me afaga as rugas no rosto
Marcas da minha vida inteira.
Sinto nelas o vento da serra
E a guieira a refrescar,
São sulcos como os da terra
Que a ribeira há de regar.
Vejo azeitona nas oliveiras,
Batatas para arrancar,
Cachos maduros nas videiras,
Milho pronto a escanar.
E flores? Há sempre flores!
Nos cantinhos do jardim
De tantas e belas cores,
Mas…falta ainda um jasmim!
Depois vêm-me ao coração
Uma saudade que arrepia
Pelos filhos que se vão…
E a casa fica vazia.
Neste cenário me alheio
Tenho tanto para recordar
Mas dizem-me que o “recreio”…
Está mesmo a terminar!
MM
Agosto 2021
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